CIEP 175 - JOSÉ LINS DO REGO
Quem Somos
A educação que queremos
O CIEP Brizolão 175 José Lins do Rego adota a metodologia pedagógico sócio construtivista. Neste sentido, a proposta pedagógica privilegia o ensino enquanto construção do conhecimento, o desenvolvimento pleno das potencialidades do aluno e sua inserção no ambiente social utilizando, para isso, os conteúdos curriculares da base nacional comum e os temas transversais, trabalhados em sua contextualização.
Queremos construir uma escola comprometida com todas as formas de vida: social, afetiva, ambiental, cognitiva, política, cultural...
A educação se manifestará como um projeto sempre em construção, envolvendo os adolescentes, jovens e adultos como parte principal do fazer pedagógico. Nossa escola quer se caracterizar como uma escola construtivista, no sentido mais pleno da significação desta palavra, isto é, que o conhecimento é construído e não dado por alguém a outro alguém. Aprender é construir, dentro e fora do espaço da escola, o seu conhecimento. Por isso, o aprender exige o aprender às realidades imediatas e as realidades globais, numa perspectiva de ampliação do capital cultural.
Queremos resgatar uma escola na qual a qualidade de ensino além do político-normativo. Para isto os profissionais de ensino devem dar sua contribuição ultrapassando o “dever educar”, mas como um grupo comprometido com o “querer educar”, com um futuro que exige visão e ação arrojadas a fim de ultrapassar a barreira que confina a escola ao mero jogo de adesão do aluno com o conteúdo das aulas.
O profissional educador, como mediador do conhecimento, se dedicará à construção, junto com os alunos, de um novo mundo, de uma nova sociedade, onde a formação do cidadão e profissional competente, com capacidade de vencer em concorrências, não negligenciará o respeito e a solidariedade para com os demais cidadãos e profissionais.
O compromisso da escola com a vida é também um compromisso com o futuro da humanidade. Queremos construir uma escola-ambiental, na qual seja desenvolvida uma pedagogia socioambiental. Nesta pedagogia a busca da preservação da natureza e sua valorização estão relacionadas com a preocupação com o desenvolvimento da nossa região, a Baixada Fluminense. Preservar o ambiente é conservar o lugar onde moramos, estudamos e trabalhamos seus arredores, seus patrimônios.
Entendemos que o uso da tecnologia pode estar alinhada ao processo educacional, pois possibilita a utilização de novas ferramentas que favorecem em praticidade, rapidez, acessibilidade e difusão de informações aumentando o dinamismo e a participação dos alunos e otimizando os processos administrativos. Investindo em processos de ensino e aprendizagem de forma interativa tecnológica e atrativa.
Por permitir a interação entre métodos tradicionais e inovadores de ensino, a tecnologia passa a oferecer mais dinamicidade e originalidade às aulas, sem deixar de lado os livros didáticos e cadernos, por exemplo. Além disso, o uso de ferramentas computacionais e aplicativos pode tornar o estudo mais especificado, conduzindo o aluno a uma aprendizagem focada em suas principais necessidades e dificuldades.
É necessário articular esta proposta construtivista com o conceito de Educação Integral e de gestão democrática. Estamos em concordância com Isa Maria F. Rosa Guará que entende que “educação integral supõe o desenvolvimento de todas as potencialidades humanas com equilíbrio entre os aspectos cognitivos, afetivos, psicomotores e sociais. Considera-se aí que, apesar da preponderância eventual de um aspecto, o homem é uno, integral e não pode evoluir plenamente senão pela conjugação de suas capacidades globais. Isto requer uma prática pedagógica globalmente compreensiva do ser humano em sua integralidade, em suas múltiplas relações, dimensões e saberes, reconhecendo-o em sua singularidade e universalidade.” (Fragmento do texto Educação Integral - Articulação de projetos e espaços de aprendizagem disponível no site www.cenpec.org.br).
Ana Maria Villela Cavaliere sentencia:
No Brasil, a gestação de uma nova identidade para a escola fundamental, impõe que se criem condições para o estabelecimento de um convívio intenso, autêntico e criativo entre todos os elementos da comunidade escolar. Ou seja, é preciso que a escola seja um ambiente onde crianças e adultos vivenciem experiências democráticas. Só a partir delas será possível construir essa nova identidade. (Fragmento do texto Educação Integral: Uma Nova Identidade para a Escola Brasileira? Disponível no site www.cedes.unicamp.br).
Por fim defendemos também a pedagogia crítico-social dos conteúdos, aonde o papel primordial da escola é difundir conteúdos vivos, concretos, indissociáveis das realidades sociais, buscando atender aos interesses populares. Sendo assim, cabe ao professor garantir a ligação dos conhecimentos universais com a experiência concreta dos alunos, ajudando-os a ultrapassar os limites de sua experiência cotidiana.
Nesta visão de educação cidadã, entendemos que a unidade escolar e o corpo docente tem que promover projetos e atividades que contemplem reflexões ligadas aos direitos humanos; às relações de gênero; às questões étnico-raciais e à cidadania LGBT.
“Nosso desafio deve (não apenas, ainda que fundamentalmente) situar-se também no terreno da disputa cultural. Devemos projetar e tratar de pôr em prática propostas políticas coerentes que defendam e ampliem o direito a uma educação pública de qualidade. Mas também devemos criar novas condições culturais sobre as quais tais propostas adquiram materialidade e sentido para os excluídos que, em nossas sociedades, são quase todos. Ambos os elementos são fatores indissolúveis em nossa luta pela reconstrução de uma sociedade fundada nos direitos democráticos, na igualdade e na justiça”.
Pablo Gentili
